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24/11/2008 09:46
Lembram daquela cantiga de aniversário? Pra vcs deve ser uma tradição, pra mim foi uma maldição.
Tenho um azar que é só meu mesmo, uma coisa xifópaga. Um Azar®. Azar Fischer Jr. Whatever. A questão é que ontem a noite misturei sal grosso na sabonete líquido antes que o pior aconteça e eu morra de uma forma muito trágica, com um suicida mal sucedido na cabeça ou engasgando com o pivô que o padeiro perdeu no pão.
Por exemplo, quantas pessoas vocês conhecem que já foram pra Freiburg? Nenhuma? Pois pesquise direito, porque no dia em que eu fui - sem reserva de hotel -, o mundo todo tava lá. Feriado nacional na Alemanha, congresso nacional em Freiburg.
Daí vem um dizer "olha aí, pelo menos você foi a Freiburg", e te digo que de sorte aí não teve nada. Teve é muito bigode de suor, 2 anos corrigindo os mimfazers da vida, aguentando humilhação, querendo morrer e pintando tênis velho com o resto da tinta da geladeira (também velha).
Esse fim de semana já começou cagado. Dei uma maricada na sexta-feira e sai do serviço chorando, porque além de trabalhar 12 horas de quarta a sexta (sendo quinta feriado de Consciência negra [mãozinha de trocadilho]), minha chefe ainda queria saber quais horários eu teria "livres" para trabalhar no sábado e no domingo. Isso por si só já acaba com o fim de semana de qualquer cidadão (e nem vou entrar nos méritos do piriri que tive durante a semana).
Sei que fui para a casa da minha mãe (que enfiou o pé num prego no meio do mato - pra vc ver que sorte é uma coisa que vem no DNA) com uma sacola de remédios caros, entre eles, um para sinusite que a dermatologista me recomendou (pq, segundo ela, minha pele encaroçada se deve à sinusite (!)) e, naquelas de tirar todos os remédios da embalagem e jogar a sacola fora, um deles foi no meio. E obviamente só percebi quando cheguei em casa. Tá, é claro que todo azar tem um forte elemento de burrice no meio, mas vamos manter o foco rs. Quando me dei conta da merda que eu fiz, corri para ligar pra minha mãe e, claaaaro, o telefone dela estava fora do ar. O dia todo. Só voltou depois que o lixeiro passou.
Bababá, passou o sábado, bababá, tive que trabalhar 3 horas em casa sábado a noite (o que significa 0 hora extra na conta), bababá. Domingo o namorado insiste pra ir numa festa e eu sabendo que deveria era ficar quieta em casa, muda, comendo coisas cruas com talheres sem ponta.
Deveria. Mas não fiquei.
Passei mal no bar, fomos embora e entramos no Flying Sushi pra comer alguma coisa. Na hora de ir embora, só deu tempo de dizer ao garçom o tchauzinho, do alto da escadinha pra rua: de lá mesmo cai de algum jeito que não sei qual. Uma pessoa normal cairia de bunda na escada. Eu não. Eu escorreguei pra trás, achei o eixo, e aí tropecei e cai de frente até a calçada, e só lá de bunda no chão e pernas pra cima. Com a menor saia que eu tenho. Pra deixar a coisa mais romântica ainda (quem conhece o Flying de Higienópolis sabe como é), a loja fica numa ladeira quase 90º. E eu cai com a cabeça para baixo, o que facilitou muito na hora de levantar. Aliás, acho que foi na hora de tentar levantar que os outros ângulos da minha bunda [eufemismo] que ainda não eram conhecidos do bairro, passaram a ser. E, claro, na mira da minha bunda [eufemismo] peluda, 5 motoboys da pizzaria ao lado.
enviada por Marmota Míope
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