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Ombudsgirl



Fragmentos. Julgamentos precipitados. Opini�es que ningu�m pediu.
O grau zero do senso
30/03/2009 17:37
Migrei.
enviada por Marmota Míope



23/03/2009 19:28
- Você é intelectual. Muito talentosa. E está sendo mal aproveitada nesta função.

E assim eu fui sumariamente demitida, testemunhando o jeito mais calhorda de não se dizer "estamos te mandando embora porque você não topa mais fazer 6 horas extras por dia".
enviada por Marmota Míope



11/03/2009 08:50

Ontem, no boteco

(ou Como saber se você já bebeu o suficiente)

- Soube que você vai dar aulas...
- Pois é. Já peguei uma turma.
- Ce tá brincando! E como ela é? Gostosa mesmo?
- Quem?
- ?. A Uma Turman!

**

Estampa da camiseta do Zé:




- ???. ... . !!!. Mas... ô Zé!
- Quê.
- Chuck Berry não é negro?

***

- Huhuhu. Hu. Huhu. Houhouhuhu huhuÁÁÁÁÁÁÁhuááááhuahuahua. Huhu. Hou. Quê?
enviada por Marmota Míope



10/03/2009 10:12

Ao menos Orien Lavie sabe.

Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case

Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
where the people are pleasantly
strange
and counting the
change
as she goes…
Nobody knows.

*****

Prometo amar essa musquinha pro resto da vida.
Na alegria e na tristeza.
enviada por Marmota Míope



10/03/2009 09:25

Chora o cavaco, o bumbo, a cuica, o bandolim, eu, você...

Two cigarettes in an ashtray
My love and I, in a small cafe
Then a stranger came along
And everything went wrong
Now there's three cigarettes in the ashtray
I watched her take him from me
And his love is no longer my own
Now they are gone
And I sit alone
And watch one cigarette burn away

Patsy Cline - Three Cigarettes In An Ashtray

*****

Patsy é minha cama, mesa e banho.
enviada por Marmota Míope



10/03/2009 08:37
Ele a convidou pra dançar. Ela disse que sim. Depois completou: "Já que é pra dançar, que seja mambo".
Rodopiaram grudados a noite toda.
E no dia seguinte ela ainda estava tonta.
enviada por Marmota Míope



02/03/2009 13:31
Troco walkman seminovo por um desses.
enviada por Marmota Míope



02/03/2009 13:27
"No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.
Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio."

Richard Halverson

*****

Desconsiderando a falta de linearidade cronológica e de crédito a uma boa parte da Europa nessa última parte da festa, é mais ou menos por aí.
enviada por Marmota Míope



26/02/2009 19:19
Bispo Williamson pede perdão por declaraçoes negacionistas.

Que que eu falei pra vcs?

Questionar É pecado.
enviada por Marmota Míope



26/02/2009 16:40
[voltando do hotmail] Rá pfffff f f f.
Já te aconteceu o dia que você tem vontade de sair correndo pelado barranco abaixo puxando os cabelos e gritando "PaaAAarem de dar as oportunidades da minha vida, que eu não tô dando cooOOoonta!!" ? Já?
enviada por Marmota Míope



26/02/2009 16:09
- Alô? Ooi amor lindo, coisa minha, te amo, quando você vem pra cá?
enviada por Marmota Míope



26/02/2009 16:06
8|
... tomara que sejam duas fêmeas ou dois machos... (héteros, senão capaz delas começarem a decorar minha pia com artigos da TokStok e me acodarem de noite com Scissor Sisters no talo. Âhn? Âhn? Sacaram o trocadalho? Tá, parei.)
enviada por Marmota Míope



26/02/2009 15:55

Não, obrigada.

Sou vegetariana.



*****

Que que faz com isso? (principalmente qdo vc pensa que comeu metade desse pé de alface ontem na janta)
Juntando minha coragem com a quantidade de alface que ainda tem na tigela, pode ter certeza de que elas vão morrer de velhice lá dentro da pia.

enviada por Marmota Míope



24/02/2009 12:55

Menos uma pro pacote

Não sei se foi o escorregão no banheiro ou se meu shampoo tá alcalino, só sei que nos últimos dias tem sido mais fácil pensar e ponderar as coisas.
Reparei, por exemplo, que eu estava sofrendo à toa: não sou eu que estou velha pro rock. O rock é que está velho pra mim.
enviada por Marmota Míope



24/02/2009 12:50
Agora sim.
enviada por Marmota Míope



18/02/2009 08:32
Enfim, a "XC Quinzena Existencialista" está acabando.
Acho que eram gases.
enviada por Marmota Míope



18/02/2009 08:10

Enquanto isso, ainda na Cidade do México

- Nosso amor é mesmo impossível.
- ?? Mas por que, Flávio Fernando? Você sempre insistiu tanto nessa coisa de "nós", nunca desistiu de mim apesar...
- !! ... porque acabei contando pros meus amigos que você não presta.
enviada por Marmota Míope



18/02/2009 08:00

Mais uma pro pacote

- Essas suas crises fazem parte do processo de amadurecimento pelo qual você está passando.
- Oh, no!!!
- O que?
- Eu adoro os sassaricos da imaturidade!!!
enviada por Marmota Míope



16/02/2009 08:23
Depois da tempestade, o silêncio e o cheiro do asfalto molhado.
Sou aquela criança no colo da mãe, soluçando o fim do choro.
enviada por Marmota Míope



15/02/2009 14:35
- Alô? Quem tá falando?
- Com que você quer falar? (ok, uma objetividade quase grosseira, mas odeio falar ao telefone)
- É a Fulana? [me chamou pelo nome. Se hoje não fosse domingo, poderia ser do banco. Mas não é. Me chamou pelo nome, é coisa velha] É a Fulana magrela que não é mais magrela? [pronto. Faz 2 anos que os 10kg vieram pra ficar. É coisa velha].
- !!!

Alê e Sandra. Tantos anos depois... um casamento, uma mudança de estado, um filho lindo depois... Éramos um casal de 4 ou 5. Fazíamos muitas coisas juntos, inclusive ficar quietos espalhados pelo chão e sofá. Já passamos tanto tempo nos bastando dentro da casa do Alê, num carnaval que concordamos em privar o mundo das nossas caras, que quando Sessé chegou, respirou fundo e disse "cheiro de xeréca aqui dentro".
Era uma dessas amizades com gosto de chantili, que só faz bem e só alimenta. Sabe? quentinho na alma.
Eles estavam lá enquanto eu virava mulher, e talvez muito desse processo os tenha aborrecido, por aquelas coisas que não são legais mas que a gente precisa fazer pra crescer, sabe? Coisas como faltar, experimentar, quebrar a cara, falar demais, falar de menos.
Daí a vida tem que andar, eles casaram, foram embora, tiveram um menino gatíssimo que escutei pelo telefone, falando alto e decidido, igual a Sandra. Chorei.
Fazia pelo menos 6 anos que eu não ouvia a voz deles; de tudo, só sobrou um bobo orkut, por onde vi João nascer, crescer, andar, rir... por onde sei exatamente o que eles andam fazendo, mesmo que não sejam eles a me falar. Por onde eles sabem que eu não sou mais magrela, talvez.
Mas não foi por lá que eles souberam que meu coração anda ardendo. Nem pela Re, que é quem anda cuidando de mim mas que chegou na turma há muito pouco tempo e não os conheceu. Não foi por ninguém; eles simplesmente pegaram no telefone e me ligaram. Tudo tão familiar, como se o tempo não tivesse passado de lá pra cá; como se minha vida não tivesse virado toda de ponta-cabeça, e desvirado, e tivesse feito de mim uma pessoa completamente diferente daquela que eles conheceram. As mesmas brincadeiras, a mesma conversa com a respiração ofegante de quem está preparado para rir a qualquer minuto.

E meu coração ficou tão absurdamente feliz quando desliguei o telefone, que eu queria saber a receita dessa sensação pra distribuir pra vocês todos.

A Re tem razão. Não preciso fazer muita força pra ver que tenho amigos verdadeiros que me amam. Amigos que gostam de estar comigo por motivo nenhum... não pra anotar minhas histórias e expressões e idéias, ou pra fazer volume, ou pra jogos subjetivos. Se perguntar, talvez eles nem saibam por que. Mas me amam com ternura e sempre o vão fazer. Independente se eu mesma deixar de me amar às vezes.

O meu medo é que meus amigos não saibam o quanto os amo, enlouquecidamente.
enviada por Marmota Míope



13/02/2009 12:24
Esqueci de mencionar que no kit cafezinho também vem um sachê de leite em pó.
Será que agora vcs se animam?
enviada por Marmota Míope



13/02/2009 12:20
“Tudo que tenho são duas mãos inábeis e cabeça cheia de ladainhas. E este coração aflito que me sai pela boca”.

Maíra - Darcy Ribeiro
enviada por Marmota Míope



12/02/2009 08:43
I Concurso Cultural "Que que a Kuka faz da vida dela?"

Mande sua resposta para kukafischerarrobahotmailpontocom. A dica mais criativa ganha um exclusivo kit cafezinho roubado do voo Ibéria 6824, contendo 1 toalhinha umedecida para as mãos, 1 sachê de açúcar e 1 de adoçante.

Participe!
enviada por Marmota Míope



12/02/2009 08:14
... ou sou irremediavelmente triste.
enviada por Marmota Míope



11/02/2009 15:31
Subindo a Augusta, vi uma barraquinha com uma placa que dizia "La fe - 1,00". Topei imediatamente. Quem sabe fosse a mesma fé que moveu e morreu Gaudí; la fe que fez de Che Guevara o... rosto mais estampado em camiseta. Alguma fé que me faça abrir os ombros, parar de suspirar pelos cantos.
Não tinha dinheiro, mas trocaria as roupas do corpo.
Quando cheguei perto vi. Em uma letra mal desenhada, na verdade estava escrito Ca_fé.

Ando assustadoramente triste.
enviada por Marmota Míope



11/02/2009 15:25

Segura essa, Freud.

Nunca rolou uma identificação com aqueles sintomas da fixação na fase anal e bababá, mas posto que os homens só se referem a mim por causa da bunda, minha vida tá uma merda e eu só tomo no cu, já nem sei mais o que pensar.
enviada por Marmota Míope



09/02/2009 13:20

Das cartas que a gente escreve e nunca manda.

É o silêncio. É você não ter nada a dizer enquanto meu coração fica gritando por aí. É vc achar que pode não dizer nada enquanto aqui dentro continuam acontecendo o tempo todo as pequenas explosões, que já não são poucas normalmente, e que machucam cada vez mais um corpo atingido tantas vezes.

É o silêncio que vc faz a meu respeito. A falta de alguma palavra que me faça confiar e saber que eu tenho um espaçõ exclusivamente meu. O silêncio, a lacuna, a falta de um quê, de alguma coisa que me faça deixar de sentir inveja de quem ganha sua admiração e elogios gratuitamente sem precisar fazer nada do que eu me esforço tanto pra fazer por você... inclusive te amar.

É o silêncio que me faz perder a condição de humano, e sentir como se eu não fosse mais nada, ninguém, além de uma presença do seu lado. E, sendo somente presença, deixo de existir pra você quando não estou ali. É isso, esse silêncio que me faz deixar de existir. De sentir. De querer.

E esperar ouvir pelo menos um décimo do que você diz do outro, como uma esmola implorada, que no fim nem tem nenhum valor. É querer ouvir alguma coisa só minha, ser só eu o seu "amor", "honey", "baby"... ter o direito de alguma coisa que me pertença... mas nem isso. Não há nada que você me dê, a mim exclusivamente, que não dê ao resto do mundo em troca de uma cerveja, um serviço, um favor, um papo de bar. Nem o "meu amor". Nem o "baby". Nem nada. Mas qualquer um é digno dos seus louvores... menos eu.

Nada é meu, e o que não é meu eu não quero, porque carregar comigo as coisas que me pertencem já me fazem um peso bem grande. Imagina carregar o que nem me pertence, pertence a mim, a ele, a ela, a qualquer um. Prefiro a solidão e os gritos ecoando aqui dentro ao seu silêncio. Prefiro deixar isso de bandeja a ele, a ela e a qualquer um.
enviada por Marmota Míope



09/02/2009 12:10
!.
Que casa?
enviada por Marmota Míope



09/02/2009 12:09
Esta noite os sonhos não sairam muito do normal. Queda de avião, eu fazendo respiração boca-a-boca em cadáveres e aspirantes.
A diferença, além de eu não ter morrido dessa vez, foi que uma hora eu voltei pra dentro do avião, que alguem consertou (?), suspirei e disse "vamos pra casa".
enviada por Marmota Míope



09/02/2009 07:36
Quando eu morrer, podem ter ceteza de duas coisas:
que eu fui com o cu na mão e que minha cabeça teve seu primeiro minuto de silêncio e tranquilidade.
enviada por Marmota Míope



09/02/2009 07:34
Misto de vergonha e alívio por ontem.
Quando a gente nunca é ouvido, às vezes precisa gritar e sair dando tapas.
enviada por Marmota Míope



07/02/2009 13:56
Eu trabalho em uma empresa que tem o nome de um mestre espiritual. Que prega comunicação consciente, que não usa mulher pelada em propaganda. Uma empresa onde papel é usado frente e verso, e cada um leva sua própria caneca para não desperdiçar copo descartável. Onde não se acende todas as lâmpadas, para economizar energia.
Eu trabalho numa empresa que prefere pagar 8 horas extras por dia para um funcionário do que contratar mais outro. Que acha digno quando se passa 16 horas trabalhando direto, mas também cobra caro quando se falha. Eu trabalho numa empresa que me convida para tomar champanhe e comer amendoim em comemoração por mais uma conta ou um prêmio ganho, mas que não pestaneja em negar aumento a despeito da competência, dos anos de casa e do volume de trabalho e esforço extra em que os prêmios e novas contas implicam.

Eu trabalho numa empresa que não deperdiça material, mas desperdiça seres humanos. Sem o menor peso na conciência.
enviada por Marmota Míope



03/02/2009 12:35

Enquanto isso, na Cidade do México

- Não! Nosso amor é impossível! Não podemos ficar juntos!
- Mas eu gosto de você, te trato bem, estou sempre do seu lado... quando saimos juntos aquela vez, me coloquei disponível sem te cobrar nada...
- Mas nós não podemos assumir este caso publicamente!
- Por que? Você já disse que quer terminar seu namoro com Flávio Tadeu... e nós nos damos tão bem... seria tão...
- !Porque contei pra todas as minhas amigas que você tem pau pequeno.
enviada por Marmota Míope



02/02/2009 17:39

Namorar músico é...

- Você anda fria comigo.
- Estou recolhendo de volta o meu coração.
[pausa dramática]
- Frase boa. Posso usar?
enviada por Marmota Míope



29/01/2009 13:31
Todos os meus amigos já enjoaram de saber que um dos meus traumas tem nome próprio. Claro que, na época do trauma, eu achava o nome dela lindo, e só depois de velha reparei que, assim como o meu (que me faz parecer malvada e colérica), o dela também é uma justaposição de palavras que faz crer que ela tem duas bundas.
Este trauma, que para preservar a identidade e integridade moral dos envolvidos aqui chamaremos de Desgraça, sempre foi a querida da família, a mais bonita da turma, a que tinha o sapatinho branco de vinil e, pra piorar a porcaria da minha vida, tinha mais ou menos a minha idade. Não, um pouco mais – e isso pra criança é outro dos maiores motivos de inveja.
Daí que todos meus namoradinhos me trocavam por Desgraça sem piscar, e ela fazia charme, dizia “não” e deixava os meninos chorando e pedindo pelo amor de deus. E, acredite, não era por solidariedade, era por crueldade mesmo. Transpondo os símbolos pertinentes à idade, eu representaria Desgraça hoje como aquela diva de tubinho vermelho, deitada com uma cigarrilha enorme num piano de cauda. Com um pouco mais de filhadaputagem - a que já é inerente às crianças.
Não estou na onda de contar a história de Desgraça mais uma vez, mas só pra vocês saberem e tratarem de derrubar a auto-estima de seus filhos enquanto for tempo, Desgraça se fodeu toda na vida.

Daí que, nessa de passar a vida pulando de galho em galho tentando me achar e pondo uma porcentagem com casa decimal da culpa em Desgraça, fui parar num curso de [coloque aqui um curso nada a ver com minha profissão]. E dei logo de cara com uma figura que me lembra Desgraça em cada olhada lateral, em cada “como assim?”, em cada “í-ó”.

E não é que ela decidiu que gosta de mim e quer ser minha amiga de qualquer jeito?
enviada por Marmota Míope



20/01/2009 09:36
Homens mais ricos dão mais prazer às mulheres, afirma pesquisa.

Ah vá.

*****

Não quero mais ser escrava. Vou tentar emprego num desses núcleos de pesquisas óbvias.
enviada por Marmota Míope



19/01/2009 07:40

Novas denominações da anatomia humana.

Morre o vereador Alberto Salles baleado na Barra da Tijuca

Dói até minha copacabana quando leio esse tipo de coisa.

*****

"Ele e o seu motorista sofreram o atentado, na manhã desta terça-feira, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade".

O jornalei...ista deve ter lido muito isso aqui.

*****

"O crime foi na Avenida Ayrton Senna na Barra da Tijuca, por volta das 10h na pista sentido Jacarepaguá".

Achei importante dar sentido à coisa toda.

*****

"De acordo com as primeiras informações, o carro onde estavam o vereador Alberto Salles e o motorista José Natalino da Silva foi fechado por bandidos em outro veículo que fizeram vários disparos".

[sorriso sacana]

*****

"O vereador levou três tiros na cabeça e o motorista foi baleado no peito. No local, os peritos encontraram pelo menos seis cápsulas de pistola".

Haja peito.

*****

Eu-adoro-a-imprensa-carioca! \o/
enviada por Marmota Míope



15/01/2009 10:09
Virei bicho quando Pepe veio com aquele papo de que eu tenho mesmo fascínio por Hitler. Não pelo fascínio, nem pelo Hitler; tenho alguns amigos que estudam e colecionam coisas da segunda guerra (me gabo de ter feito do Sessé um desses), e que se interessam pelo menos 100 vezes mais do que eu.
Pra falar a verdade, sei menos do que deveria sobre a guerra em si, e fico com cara de ué quando o pessoal desenha as estratégias no papel e dá nome aos bois todos. Sempre me ative mais ao perfil psicológico de Hitler, uma ou outra coisa de Mengele, questões políticas; a sala de jantar da guerra.
Fico puta quando dizem que tenho “fascínio” por Hitler, porque, por não ser o caso, fica clara a generalização. Questionar o holocausto = gostar de Hitler = neonazismo. Todos no mesmo pacote. Se você for descendente de alemães, então, já cai direto no segundo e terceiro grupo sem bater na quina.
Em nenhum momento na vida eu disse aprovar as idéias de Hitler. Mas invariavelmente passo por antissemita cada vez que esse assunto começa.
Não sou negacionista, mas também não acredito no holocausto com H. Não acredito no romance. Não acredito nos exageros, nos filmes de Hollywood e, quem quiser discutir isso comigo, tem que ter no mínimo uma bibliografia decente, senão estou fora. Aliás, 99% dessas pessoas que tentam discutir a respeito, para mim, são tão perigosas quanto o tipo de gente que elas acusam: os civis alemães que adotaram idéias absurdas sem questionar. Gente que já recebe escritos os nomes dos heróis e dos vilões, enfia no bolso e leva pra vida toda. E, de vez em nunca, quando tem alguma dúvida, consulta a lista novamente. Pergunta por aí quem foi Hitler, pra você ver se não ouve invariavelmente a mesma sinopse decorada.
Agora pergunta quem foi Stalin, por exemplo, pra ver se alguém sabe.
Chutando baixo: 5 milhões de mortos pela fome (imposta), 1 milhão de executados, mais 1 milhão de deportados em condições precárias; os que sobreviviam, acabavam em campos de trabalho forçado. Sem contar os prisioneiros. A estimativa varia entre 9 e 20 (20. 20.) milhões de vítimas durante o governo de Stalin. Os mais otimistas chutam 7 milhões. O próprio Stalin mencionou 60 milhões (mas não confiem em megalomaníacos). Contra as 6 milhões do holocausto. E Stalin tem defensores declarados e seguidores até hoje (inclusive teu amigo Oscar Niemeyer, que se tivesse defendido Nazaré Tedesco como defendeu abertamente Stalin na Folha um tempo atrás, no mínimo teria levado uma tomatada na rua).
Uma coisa obviamente não justifica a outra, e pelo amor de deus nem duvidem da minha inteligência achando que uso Stalin de argumento rpa defender Hitler. A questão é: já se perguntaram quais os critérios de classificação dos grandes vilões? Já se perguntaram por que te venderam Hitler tão bem enquanto você nem sabia daquele outro ali, como chama?, Stalin? Já se perguntaram qual o interesse por trás disso?
Mais uma perguntinha retórica, pra ser mais pentelha: já se perguntaram o porquê da obsessão dos americanos por Hitler? Por que a tentativa exaustiva de reiterar o tempo todo que ele era a encarnação do demônio e nem ia no banheiro porque ele era as fezes em pessoa? O maniqueísmo todo? Estou esperando o filme que vai mostrar Hitler comendo criancinha à pururuca, só pra gente ter mesmo absoluta certeza de que ele era realmente mau, muito mau.
Mau é o Pica-pau.
Leiam “A indústria do Holocausto”, por exemplo. Podem ler tranquilamente; não é revisionista, muito menos antissemita, até porque foi escrito por um judeu. Mas ali é um aperitivo sobre os bastidores do teatro que a segunda guerra virou. Não me lembro o nome do autor (se virem com o Google também, vai rsrs. (e não vão vcs também ficar pegando minhas listinhas de heróis e vilões e sair pregando por aí sem duvidar antes rs)), mas acho um livro obrigatório pra quem quer começar a comentar o holocausto numa despretensiosa mesa de bar sem ser ridículo. Fala sobre o marketing da guerra (pra vcs terem uma idéia, o holocausto era uma coisa tão discutida até uns 30 e poucos anos atrás quanto a guerra do Kosovo hoje. Te cheira esquisito?), o quanto isso virou uma indústria muito, muito lucrativa, principalmente pra elite (caiam de bunda) judia. O quanto alguns países Europeus, Alemanha principalmente, claro, têm sido extorquidos com indenizações absurdas para vítimas que, em alguns casos, nem chegaram a nascer, mas conseguiram morrer em algum campo de concentração. Obviamente, o autor (cujos pais estiveram no holocausto) foi achincalhado e – adoro essa parte – até acusado de falso judeu e alemão disfarçado. Não demora, sai uma biografia dizendo que ele também não vai ao banheiro e come foie gras de fígado de órfãos.
enviada por Marmota Míope



06/01/2009 11:57

Helenizaram Maysa.

Ok, se a minissérie me surpreendeu alguma coisa, foi mais pro negativo.
A fotografia é inegavelmente formidável, a atriz principal é deslumbrante e fisicamente lembra demais Maysa. Mas Manuel Carlos já é morno por si só, nem precisaria da parcialidade de Jayme Monjardim pra deixar a coisa mais pra um romance pra se assistir tomando sopa de batata. Teve horas em que eu tive certeza que alguém, num ato falho, chamaria a protagonista de Helena no meio da cena e passaria totalmente despercebido.
Tudo já começou tendencioso nos primeiros segundos: a insistência cansativa de justificar o alcoolismo de Maysa, reiterando o desejo de se livrar da dependência e uma culpa pelos anos de bebedeira da qual não me lembro no original. Como se os responsáveis pela minissérie pedissem desculpas previamente pelo que mostrariam a seguir.
Daí vem uma sequência infinita de diálogos sem liga, cenas amenas, interpretações medianas, uma Maysa maquiada ao acordar (lembra daquela clássica entrevista pra TV Cultura, sentada no chão, cara lisa, toda desgrenhada?) e, pior, sorridente. A Maysa. Arrãm.
Embora a semelhança física da atriz seja um susto, o recheio é completamente diferente. Larissa sem querer deu à personagem uma doçura e elegância que não eram dela. Isso berrou na cena do sapato – nem ensaiando a original jogaria um sapato na platéia com tanta classe. Deve ter sim é soltado um “Filho da puta” enquanto jogava, toda troncha, louca da vida. E efusiva como sempre, pra cima ou pra baixo.
Deram cabo da boa e velha Maysa, insegura, co-dependente, boca suja, vingativa, que mentia nas entrevistas e passava trote de madrugada. Desconsideraram o que tinha de mais valioso nela, os valores bagunçados, a cabeça perturbada, a melancolia,e a raríssima coerência que vinha daí (só os perturbados são coerentes porque são os únicos que questionam). Quero ver se vão continuar disfarçando e pular os dias em que ela dormia com os mendigos em Paris...
Andrea também não era aquele fofo (o ator careca de 50 interpretando um Andrea desde os 32 está hilário) que só queria a presença da amantíssima esposa. Tá, já faz uns 900 anos que li a biografia, mas lembro bem do fato dele ter tentado boicotar a carreira de Maysa desde o começo, impedindo que ela cantasse profissionalmente e exigindo que todo dinheiro que ela ganhasse fosse doado pra instituições de caridade.
O buraco era bem mais embaixo. Opá se era.
Daí fiquei com uma clara impressão de que Monjardim não mostrou a mãe que ele teve, mas a mãe que ele queria ter tido.

Ou, muito pior, ele conhece tanto da mãe quanto os filhos dele.

*****

E a insistência na coisa dos olhos, gente? Ô chatice!
enviada por Marmota Míope



05/01/2009 12:51
Este feriado eu tive mais uma idéia que, depois de meio copo de cerveja, esqueci e não coloquei em prática.
Consistia em construir uma represa em alto-mar no litoral (sul). Isso agora, já no começo do ano. Daí o que acontece?, a água da chuva vai ficando lá, ficando lá, até que no fim do ano o volume de água vai ter aumentado alguns metros.
Reserve.
Quando chegarem as festas de fim de ano, a maior parte dos paulistanos desce pro litoral. Daí a gente espera passar o Natal, já que os retirantes gostam mesmo é de ouvir barulho de explosão na praia. Quando der o ano novo, a gente vai lá e pá!, abre a represa e alaga todo o litoral (sul). Daí o que acontece?, numa cacetada só a gente elimina a Praia Grande do mapa, alguns dos caiçaras trombadinhas filhos da puta, a maior parte da população paulistana (melhor: a parte farofeira), e fica com a cidade de SP vazia, linda, cheia de opções e primeiros lugares nas filas, igual este feriado.

Porque é essa gente tumultuadora que desce pro litoral (sul) em festa de fim de ano que deve ser responsável pelo trânsito em São Paulo. É o tipo de gente que vai no shopping na hora do rush, presta atenção.

*****

Se não fosse o transtorno de ter que obrigatoriamente afogar o litoral norte, o plano podia se estender ao Rio de Janeiro também. Aí sim a vida ia ser boa... calcula aí os benefícios.
enviada por Marmota Míope



26/12/2008 08:38
Não sei você, mas eu acho Natal divertidíssimo.
Adoro qualquer pretexto pra juntar todo mundo na mesma mesa, comer bem e botar a fofoca em dia sobre as pessoas que não estão presentes. Se não tiver que cantar parabéns pra você (morro de vergonha), então, perfeito.

Então, feliz Natal atrasado e um ótimo ano novo pra vcs tudim.

Deixo pra vcs uma mensagem de esperança e fé de Amauri Xavier, sobrinho e sucessor de Chico, nesta data tão emotiva.

"Eu sou uma farsa. E meu tio é também um revoltado, não conseguindo mais recuar diante da farsa que há longos anos vem representando".
enviada por Marmota Míope



17/12/2008 13:50
Ia contar pra vcs que vou fazer a cirurgia de miopia hoje, mas daí eu esqueci, fechei a janela e não abri de novo porque a mão do mouse estava ocupada segurando a caneca do café.

Então me ocorreu que, a partir de hoje às 6 da tarde, serei uma marmota não-mais-míope, e que isso aqui vai virar uma fraude maior ainda.

A pergunta é: vocês ainda vão me amar? Prometem?
enviada por Marmota Míope



17/12/2008 12:12

Só pode ser pesadelo

Novo pronome de tratamento que minha chefe decidiu passar a usar:
Fófis.

*****

Tá. Onde está a câmera?
enviada por Marmota Míope



17/12/2008 11:15


Ontem fiquei correndo pela casa com serpentina e reco-reco quando vi a chamada da minissérie da Maysa, minha encarnação passada e mais glam (essa sabia até usar garfo e faca).
Só não mandei uma carta de agradecimento à Globo porque não sei ainda se não botaram o Jaime Monjardim pra parcializar a coisa toda.

******

[pós-post]

... é claro que ele tá metido nisso, dããã.
Bom, vamos ver no que vai dar.
Se não transformarem Maysa em Elis Regina, já tá bom.

*****

[pós-pós-post]

Filhos interpretam Jayme Monjardim em minissérie sobre Maysa.
Tá, já tá começando a avacalhar.

*****

[ô jesus...]

"'Eu e meu pai não falávamos sobre ela, o que eu sabia era o mesmo que todo mundo sabe: que ela era uma cantora muito talentosa que morreu em um acidente de carro', disse.
Segundo Jayme Filho, durante a preparação para a minissérie, seu pai abriu o baú com registros sobre Maysa. 'Comecei a conhecer a história dela junto com a série. O maior presente desse trabalho foi conhecer a avó que eu não conheci', disse."

Ah. Vai tomar no cu.
enviada por Marmota Míope



17/12/2008 10:49

Assim até eu.

Eliane diz que eu tenho uma crise existencial por semana.
Hoje descobri por que.
Porque o chefe dela é o filho do George Clooney com alguma gostosona de dentes e cabelos perfeitos aí. E a minha é uma gorda chorona com um sotaque medonho e uma falha nos dentes da frente.
enviada por Marmota Míope



03/12/2008 11:57

Papo de busão às 5 da manhã.

- Você mora aonde?
- Perto do éroporto, e você?
- Pirituba.
- Nossa! Que longe!
- É nada. Levo 40 minutos pra chegar. Um pouco mais quando tem acidente na Dutra, mas calço contrário é rapidinho.




enviada por Marmota Míope



29/11/2008 17:07
Foi uma noite filosófica. E bem viada.
Eu e Rô ficamos horas, hooooras tentando decifrar o segredo do universo, da relatividade e do por que caralhos não somos consideradas uma opção para a maioria dos homens interessantes. Ressaltando que o foco foram os homens interessantes, porque com marmotas nós temos uma relação, assim, tipo chafariz e pombos cagões. Isso já temos muito bem resolvido em nossas vidas. Pula.
Enfim, levantamos hipóteses, traçamos organogramas, fizemos contas na calculadora científica, e não chegamos a lugar nenhum a não ser 50 reais em cerveja. O questão é: se não somos burras, nem feias, nem chatas, nem codependentes, que elemento em nós repele os Mark Darcys da vida? (esta semana estou insistente na teoria Mark Darcy rs)
E aí cai de novo na namorada daquele cara que vira e mexe aparece na minha frente falando dificil sobre coisas interressantíssimas, e que cada vez que ele enfia a mão no bolso da calça social, minha visão raio-x fica seguindo ele peladão pra lá e pra cá falando filosofias e olhando praticamente nunca pra mim.
Aiai...
Tá, vamos voltar ao núcleo do sujeito do parágrafo rs.
A mulher É tonta. Vasculhei o orkut dela em busca de dados meramente científicos... a maioria das comunidades dela trata de "amo meu namoradinho", "gosto de chocolate" ou coisa do gênero. De 2 ou 3 mensagens que vi dela pra ele, todas são trechos de músicas bregas de bandas que vão no Faustão. As fotos se tratam de coisas do tipo as duas pessoas (é, eles são siameses) sentadas numa mesa com um fondue e dois copos Baden Baden virados pra frente, pra caracterizar bem e provar que eles estiveram, sim, em Campos do Jordão. Uma vida bem interessante, enfim. Mas o melhor são as legendas. O que uma pessoa tem a dizer sobre a referida foto, por exemplo? Qual a grande abstração? É. "Eu e meu amor comendo fondue em Campos do Jordão". Sem falar em uma onde ela usa impunemente a palavra "aventura"...
E pra terminar de destruir a pessoa e ter mais um motivo pra rezar pra ela nunca encontrar esse blogue, rs, ela é feia demais. Não, não é porque eu acho o marido dela interessante; lembra que isso tudo é uma coleta de dados concretos para uma pesquisa puramente científica que começou no bar e espero um dia terminar em formato ABNT [... publicar, ficar rica, fazer plástica nas têtas e passar o resto da vida assistindo Bob Esponja comendo coisas com glúten]. Ok que beleza não seja um conceito e que seja relativa, mas ela tem uma feiura absoluta ou, pelo menos, é bem mais feia que eu (se isso me faz parecer menos politicamente incorreta rsrs). E, o mais divertido, no campo "profissão" constava "consultora de beleza". Adoro gente cara-de-pau. Tudo bem que, depois de olhar as comunidades, entendi que isso é um nome bonito que a Avon inventou pra substituir "revendedora", e se a gente riu disso a noite inteira, culpe a Avon, foi ela que começou.
E aí a grande pergunta que rondou a mesa a noite toda foi: "Porra, caralho, então qualé?"
Se eu sou uma mulher que trabalha igual uma filha da puta, só joga com o próprio taco, ganha mal mas pelo menos consegue comprar um livro (ou uma passagem pra algum lugar não-canastrão que só sirva pra tirar foto e dizer que foi)... Se eu não sou feia, não cheiro mal (na maioria das vezes), tenho um certo bom gosto e um senso de humor interessante... Se sou boa companhia pra qualquer coisa, tenho minhas próprias posições e não espero nem cobro [quase] nada de ninguém (tô adoraaaando essa coisa de falar bem de mim mesma rsrs)... Se não fumo crack, não me prostituo, tenho todos os dentes, e sem cáries, e uma bunda extremamente okêi, então qual-é-o-meu-problema???
Já sei de velha que a gente opta pelas pessoas com quem a gente se envolve desde a escolha do lugar em que a gente acaba conhecendo essas pessoas, mas explica, então, por que eu frequento tantos lugares de gente interessante quanto de gente babaca escrota, mas só os babacas escrotos notam a minha presença.
E aí a terapeuta sugeriu que eu revisse alguns autoconceitos. Fez um ar de "graças a deus vc chegou nesse assunto" e disse que meu jeito de me vestir "pode não parecer" atraente para o sexo oposto, e que minha bolsa lembra as das namoradas dos seus filhos adolescentes.
Ok, então não importa se uma pessoa é centrada e assume responsabilidades do tipo passar 12 horas por dia evitando prejuizos financeiros à maior empresa de varejo do mundo; nem se a pessoa administra o próprio rabo com certo sucesso; nem se vê no parceiro o significado próprio da palavra e não um curador-protetor-defensor-provedor-alvodasminhasfrustrações. Aparentemente o segredo, amigos, é: uma sóbria bolsa de vinil.

*****

Talvez eu deva também começar a gostar de chocolate, diminutivos, flores podadas e Zibia Gaspareto.

*****

Foi o papo mais viado e desnecessário que tivemos em todas nossas vidas rsrsrs. Mais ainda do que aquela discussão sobre como tirar a mancha de shoyu da blusa da Rô (que a propósito esse dia estava indo depois para um primeiro encontro que aparentemente não deu em nada rs) no banheiro do chinês no cu do padre; discussão que durou 30 segundos até o sensato "foda-se, vou tirar e vestir do avesso".
enviada por Marmota Míope



24/11/2008 10:09
Resumindo, queridos.
Estou com pelo menos 3 dores em pontos que não fazem o menor sentido. Quadril direito, joelho esquerdo, pulso direito. Nenhum legista no mundo conseguiria remontar o fato.

*****

É tipo a semana que eu tive conjuntivite, pingando colirio de 5 em 5 minutos, e dei uma torção no pescoço, dessas de não conseguir mexer pra lado nenhum.
Molhei toda a gola da blusa com colírio, mas não conseguia acertar o olho nem a pau.
enviada por Marmota Míope



24/11/2008 09:57
E se querem saber por que o post de baixo foi totalmente sem conclusão, eu conto: porque lembrei que o blig deu erro e eu perdi os últimos, pelo menos, 3 posts que tinha escrito direto na janelinha e esqueci de copiar.
enviada por Marmota Míope



24/11/2008 09:46
Lembram daquela cantiga de aniversário? Pra vcs deve ser uma tradição, pra mim foi uma maldição.
Tenho um azar que é só meu mesmo, uma coisa xifópaga. Um Azar®. Azar Fischer Jr. Whatever. A questão é que ontem a noite misturei sal grosso na sabonete líquido antes que o pior aconteça e eu morra de uma forma muito trágica, com um suicida mal sucedido na cabeça ou engasgando com o pivô que o padeiro perdeu no pão.
Por exemplo, quantas pessoas vocês conhecem que já foram pra Freiburg? Nenhuma? Pois pesquise direito, porque no dia em que eu fui - sem reserva de hotel -, o mundo todo tava lá. Feriado nacional na Alemanha, congresso nacional em Freiburg.
Daí vem um dizer "olha aí, pelo menos você foi a Freiburg", e te digo que de sorte aí não teve nada. Teve é muito bigode de suor, 2 anos corrigindo os mimfazers da vida, aguentando humilhação, querendo morrer e pintando tênis velho com o resto da tinta da geladeira (também velha).

Esse fim de semana já começou cagado. Dei uma maricada na sexta-feira e sai do serviço chorando, porque além de trabalhar 12 horas de quarta a sexta (sendo quinta feriado de Consciência negra [mãozinha de trocadilho]), minha chefe ainda queria saber quais horários eu teria "livres" para trabalhar no sábado e no domingo. Isso por si só já acaba com o fim de semana de qualquer cidadão (e nem vou entrar nos méritos do piriri que tive durante a semana).
Sei que fui para a casa da minha mãe (que enfiou o pé num prego no meio do mato - pra vc ver que sorte é uma coisa que vem no DNA) com uma sacola de remédios caros, entre eles, um para sinusite que a dermatologista me recomendou (pq, segundo ela, minha pele encaroçada se deve à sinusite (!)) e, naquelas de tirar todos os remédios da embalagem e jogar a sacola fora, um deles foi no meio. E obviamente só percebi quando cheguei em casa. Tá, é claro que todo azar tem um forte elemento de burrice no meio, mas vamos manter o foco rs. Quando me dei conta da merda que eu fiz, corri para ligar pra minha mãe e, claaaaro, o telefone dela estava fora do ar. O dia todo. Só voltou depois que o lixeiro passou.
Bababá, passou o sábado, bababá, tive que trabalhar 3 horas em casa sábado a noite (o que significa 0 hora extra na conta), bababá. Domingo o namorado insiste pra ir numa festa e eu sabendo que deveria era ficar quieta em casa, muda, comendo coisas cruas com talheres sem ponta.
Deveria. Mas não fiquei.
Passei mal no bar, fomos embora e entramos no Flying Sushi pra comer alguma coisa. Na hora de ir embora, só deu tempo de dizer ao garçom o tchauzinho, do alto da escadinha pra rua: de lá mesmo cai de algum jeito que não sei qual. Uma pessoa normal cairia de bunda na escada. Eu não. Eu escorreguei pra trás, achei o eixo, e aí tropecei e cai de frente até a calçada, e só lá de bunda no chão e pernas pra cima. Com a menor saia que eu tenho. Pra deixar a coisa mais romântica ainda (quem conhece o Flying de Higienópolis sabe como é), a loja fica numa ladeira quase 90º. E eu cai com a cabeça para baixo, o que facilitou muito na hora de levantar. Aliás, acho que foi na hora de tentar levantar que os outros ângulos da minha bunda [eufemismo] que ainda não eram conhecidos do bairro, passaram a ser. E, claro, na mira da minha bunda [eufemismo] peluda, 5 motoboys da pizzaria ao lado.
enviada por Marmota Míope



21/10/2008 12:47
Ah, é. Lembrei de outra coisa que descobri que me irrita durante a viagem.
Na verdade, a primeira vez que vi achei engraçadíssimo e tive uma constrangedora, alta e contagiosa crise de riso, de ficar vermelhona.
A partir da segunda tive um acesso de vergonha alheia e aflição pela falta de praticidade e objetividade que isso implica:
Comissário de bordo gesticulando instruções de segurança, enquanto o raio do avião não decola logo de uma vez.

*****

Até porque, se o avião caisse, meu objetivo com certeza seria morrer o mais rápido possível.
enviada por Marmota Míope



21/10/2008 11:49
Juntando os dois motes (tô aqui assistindo "Irritando Fernanda Young" no youtube), descobri durante uma roubada na viagem a coisa que mais me irrita nessa vida.
Quando vc está levemente aborrecido e alguem vira e diz "calma".
Quase quebrei um fone de orelhão na cabeça do coitado do Sandro uma vez, quase enfiei uma bic no olho do Pepe dias depois, pelo exato mesmo motivo.
É uma coisa que me piscopatiza instantaneamente. Tipo Mr. Hyde.
enviada por Marmota Míope



21/10/2008 11:45

Post prolixo sobre a viagem

Fui. Voltei. Foi muito, muito legal.
enviada por Marmota Míope



21/10/2008 11:44

Post detalhado sobre a viagem

Fui. Voltei. Foi legal.
enviada por Marmota Míope



21/10/2008 11:43

Post sobre a viagem

Fui. Voltei.
enviada por Marmota Míope



23/09/2008 07:40
"Como fazer um plano de surpresa virar um plano de homicídio", por Eliane Dalla.

Kuka diz:
ma foda-se, to afim de falar de namorado não
Kuka diz:
vamo falar de uma coisa q interessa
Kuka diz:
vc perfere bandeja retangular ou quadrada? ou jogo de café?
Eliane diz:
depende da finalidade

Eliane diz:
comprei uma mesinha de café
Eliane diz:
até agora noa sei pra que,mas é linda

Kuka diz:
q q é mesinha de café?
Eliane diz:
ai, nem sei dizer

Eliane diz:
é de madeira

Eliane diz:
sabe aqueles carrinhos de café de hotel?

Kuka diz:
Sei. grande? com roda?
Eliane diz:
é

Eliane diz:
no carrefour que eu comprei

Eliane diz:
por que precisava de uma mesa pro filtro de agua que fica em cima da mesa da cozinha

Eliane diz:
agora nao tenho coragem de colocar o filtro em cima por que é bonito rs

Eliane diz:
vc que ia gostar

Eliane diz:
é um bar

Kuka diz:
eu vi um no brechó um dia por 50 mangos
Kuka diz:
lindo de morrer, me arrependi de não ter comprado
Kuka diz:
faz um bar ué
Kuka diz:
tem foto?
Eliane diz:
nao

Kuka diz:
tira?
Kuka diz:
tá, não me respondeu
Kuka diz:
bandeja quadrada, retangular ou jogo de café com xícaras e bule?
Eliane diz:
tiro

Eliane diz:
mas to sem pen drive pra te passar

Eliane diz:
pra que caraio

Eliane diz:
tá fazendo enxoval?

Kuka diz:
to te perguntando, porra, ô pessoa dificil de ser objetiva ein?
Kuka diz:
pq ia te comprar ontem mas não sabia o q vc ia querer
Kuka diz:
tirei foto, mas não tem graça te mostrar antes
Kuka diz:
o certo era vc responder fingindo não entender por que, e eu te mandar de surpresa, mas blz
Eliane diz:
huuuum tu num explica tb

Kuka diz:
e entããããão????
Eliane diz:
mas por que exatamente bandeja? kkkkkk

Eliane diz:
sei lá

Kuka diz:
porque era exatamente a sua cara, essas tres coisas
Kuka diz:
pôrra, a pessoa vai me fazer mandar foto mesmo
Kuka diz:
as duas bandejas era com azulejo com a cara da marylin
Eliane diz:
porra eu tenho cara de bule de chá

Kuka diz:
lindas de doer o olho
Eliane diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eliane diz:
vai se fuder rs

Kuka diz:
e o jogo de café é do elvis
Eliane diz:
ah sim

Eliane diz:
mas tu tb num explica

Kuka diz:
e precisava? não era só responder, tróço?
Eliane diz:
tem diferença numa bandeja quadrada e uma bandeja quadrada com a cara da marilyn

Kuka diz:
tá, eu ia comprar uma do um real e te mandar
Eliane diz:
(mas eu num sabia pra que eeeeeeeeeeeeera)

Kuka diz:
cortou todo o meu baraaaaaato
Kuka diz:
rs
Eliane diz:

Eliane diz:
esquece rs

Eliane diz:
fecha a janela e abre de novo

Eliane diz:
Oi

Kuka diz:
depois não sabia pq não ganahva festa surpresa
Eliane diz:
rs

Kuka diz:
"deixar a chave? pra faxineira? por que?"
Kuka diz:
gente, vou procurar no google um tutorial "como responder uma pergunta simples e objetiva"
Kuka diz:
bandeija r, q ou café porra?
Eliane diz:
bandeja r

Kuka diz:
\o/
Kuka diz:
\o/\o/\o/ ergue-ei, as ma-ãos
Eliane diz:
tu nem sabe fazer surpresa

Eliane diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Kuka diz:
e nunca mais tento na vida, ó, juro
Eliane diz:
deixa eu te ensinar como que faz, sua mané

Eliane diz:
"oi fulana, tudo bem?"

Eliane diz:
" to numa duvida da porra, me ajuda?"

Eliane diz:
"não sei o que dou de...(ai entra alguma comemoração)"

Eliane diz:
" se fosse pra vc, o que vc gostaria mais?"

Eliane diz:
viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu?

Kuka diz:
ah claro
Eliane diz:
a pessoa nem desconfia?

Eliane diz:
tem que dizer tb que é ruim de escolher presente

Kuka diz:
"de q vc gostaria mais? da bandeja da marylin ou do conjunto do elvis?"
Eliane diz:
tu fez psicologia pra q? rs

Kuka diz:
pra passar por bonita na mesa do bar
Eliane diz:
conjunto do elvis, lógico

Eliane diz:
kkkkk

Kuka diz:
ô gente,
Kuka diz:
até peidei agora
Eliane diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eliane diz:
ói

Kuka diz:
ok, porta-lapis da hello kitty pra vc
Eliane diz:
vou trabalhar se não me mandam embora

Eliane diz:
q seja. rs

Eliane diz:
beijo

Kuka diz:
inferno
Kuka diz:
beijo

*****

E repararam que eu ainda fiquei sem resposta?
enviada por Marmota Míope



20/09/2008 16:28
Querem saber como foram as comemorações meu último fim de semana antes de passar quase um mês fora?
Então vou contar pra vocês como foram as comemorações meu último fim de semana antes de passar quase um mês fora.

Eu tinha planejado uma sexta com muito sexo, um sábado com muita festa e um domingo com alguns amigos.
Ontem tive que fazer hora extra e ainda fui gentilmente convidada a voltar 3 horas depois de ir embora (e hoje de manhã também, claro).
Depois, namorado ligou convidando pra ir até a casa dele. Lá vou eu, ônibus + metrô + um atalho que me fez andar mais, com uma sacola de 10quilos na mão... Quando chego lá, ele com uma lista de
baladas para fazer e eu querendo me escorar atrás da porta e dormir. Claro que ele sugeriu ir sozinho enquanto eu "descansava". Claro que psicopatei e chamei de todos os palavrões, porque a pessoa te desvia da sua casa, da sua cama, pra te deixar dormindo sozinha e ir pra balada.
Depois do bafuá, ele decidiu não sair mais e claro, o sexo selvagem ficou sem ticar porque o climão até hj cedo foi bem ruim. E eu nem sabia que estava pra ficar horroroso.
Hj de manhã ele disse que poderíamos dormir mais, que ele me levaria em casa pra eu deixar o dinheiro pra faxineira, e depois no serviço. Caí na besteira.
Fomos pra casa sem trocar uma palavra, e foi o tempo de eu deixar o dinheiro e as coisas, e descobrir que perdi 50 reais na rua, pra ele tomar uma multa de zona azul na porta do prédio. Bafuá2, olhar me culpando, mandei ele embora e ele foi. Fiquei sem carona pro trabalho e o quê galera? "Atrasaaaada".
Venho trabalhar, tudo cagado, prazo expiradíssimo, arquivos errados, faltando, o cacete. Trabalho igual uma mula, sem banho, sem pentear o cabelo e 50 reais mais pobre. Dou graças a deus que todo mundo foi jantar e eu poderia fumar. Mas cadê o isqueiro? Cadê um fósforo? Horas de agonia, mas pouquíssimo antes de eu colocar a marmita de alumínio no microondas pra conseguir algum fogo (Sandro ainda me fala q é minha cara o pessoal chegar aqui, meia agência incendiada, os bombeiros saindo comigo no colo com um cigarro aceso na mão. Esse tb contribui), achei a caixa de fósforo dentro do armário da área de serviço, atrás do creme para celulite (?).
Pensei em fumar na mesa e foda-se, afinal o que é um peido pra quem tá cagado, não é mesmo? Daí essa linha de raciocínio toda me deu vontade de fato, fui fumar no banheiro e, claro, queimei a bunda batendo a cinza na privada enquanto cagava.
Agora estou esperando a hora de ir embora e pensando se hoje é mesmo um bom dia pra tentar renovar o visual platinando o cabelo...
enviada por Marmota Míope



17/09/2008 16:32


Mas só 8 horas por dia.
enviada por Marmota Míope



11/09/2008 07:23
A recepcionista chega esbaforida.
- Quase não chego. Um pentelho resolveu se matar na linha do metrô às 7 da manhã, acredita?
- Claro. Às 7 da manhã eu também sempre quero me matar.

... e só depois ela olha pro lado e vê o dono da empresa na porta da copa com a xícara de café na mão.

*****

Depois não sabe por que não ganha aumento.
enviada por Marmota Míope



11/09/2008 06:09
Vários posts que meu lado fatalista deixou aqui enquanto as outras metades da cabeça e do coração, que já são completamente insanas e acham a palavra coerência uma bobagem, estavam em outro lugar fazendo um drink forte de pavor e alegria para brindar a viagem, que é daqui alguns poucos dias.

Pavor de avião. Pavor.
Entrei numa paranóia de sair distribuindo as minhas coisas pro caso de não voltar.
Deixei meus quase 10 anos de diários no armário da terapeuta, saí de lá chorando um doloroso sepultamento, mas com alívio de que minha vida não será de posse de mais ninguém que não seja quem vai incinerá-la caso eu nunca mais volte.
enviada por Marmota Míope






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